segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Acalmando

Regininha disse pra eu parar de comer demais. Todo mundo me diz isso, inclusive minha mãe e meu namorado. Aliás, esse é um sonho da minha vida, parar de comer demais. E comer demais é um dos meus grandes problemas, junto com o meu estômago e minhas crises de pânico, tudo vindo da tal da ansiedade. Resumo: a ansiedade é o meu grande problema.

Mas também é ela que me move. Gosto de ver as coisas prontas, gosto de fazer e concluir, fazer e concluir de novo, aperfeiçoar sempre. Gosto de fazer as coisas demais, intensamente. Quando bebo, tenho que curtir tudo, desde o primeiro gole sedento até o cambalear das pernas na volta pra casa. Também curto passar mal de comer. Tá, agora eu tenho quase 30 anos, tô ponderando as coisas.

O fato é que não acredito em vida depois dessa, então tô sempre correndo pra fazer de tudo um pouco. Sempre que faço mais uma coisa, descubro que existem mais umas 200 pra fazer. Ó, céus!

A terapia cognitiva-comportamental me ajuda a lidar com esse cérebro enlouquecido. A paroxetina também. Há anos. Mas eu nasci assim, é uma coisa que se aprende a conviver mesmo, não se arranca de dentro. O meu namorado calminho também ajuda. O meu gato lindo e gostoso também. Minha mãe louca e mais ansiosa do que eu, por incrível que pareça, também. E os amigos, todos insanos, também.

Comecei a escrever, inclusive, porque não conseguia falar tudo que eu sentia. Eu sempre senti muita coisa o tempo todo e sempre fui muito observadora. E era tanto observar que tinha que haver um expressar. Papel e caneta sempre me devolveram o ar. Agora, o computador cuida disso.

Ufa! Já me sinto melhor. Sério, estava bastante ansiosa. Aí, li o comentário da Regininha e comecei a escrever. Mais uma vez, a professorinha me impulsiona a escrever.

Viu, Regininha? Uma vez você falou que era muito pequenininha e que as coisas não cabiam dentro de você. Nunca ouvi melhor expressão para o que eu sinto. E isso é bom e ruim. Não?

2 comentários:

Anônimo disse...

Não caber dentro de si mesma, e ter que se jogar pra fora, na direção dos outros, na direção do mundo, é bom demais, guria! A gente aprende das coisas, aprende de si, aprende dos outros, e tem com quem dividir alegrias e tristezas. Ainda mais quem é cheio das originalidades, com uma cabeça própria, como tu!
beijão,Cris.
Me deixaste bem feliz, hoje!

Anônimo disse...

Regininha disse tudo. vai fundo. Mergulha no mundo!